quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nintendo - a caça-niqueis

Se uma coisa que eu tenho raiva é de empresas que abusam com estratégias mesquinhas para enriquecer. Deve ter uns 40 mil fan boys da empresa (os tais Nintendistas) que vão querer fazer eu engolir meus órgãos se ler isso, mas eu não creio que estou sendo equivocado.

-Pra começar, lançar um console com uma nova tecnologia, só pra alguns anos mais tarde vender um acessório que dá um upgrade na mesma (wii mote 2.0) é triste. Como os caras fodas da Nintendo não conseguiram criar uma tecnologia que um japones ai criou (e lançou no youtube como dica pra fazer melhor uso do controle).

-A idéia de lançar os games do Gamecube no Wii (com a desculpa que esses farão uso do Wii mote) para vender e ganhar alguns trocados é simplesmente patética, tendo em vista que o Wii já roda os games do console antecessor...

E essa que me atinge diretamente:

-Pra quem não sabe, a Nintendo lançou um novo modelo do DS, um tal DSi. O novo portátil, além de um design mais sofisticado, traz uso do touch screen em suas duas telas, ao contrário do modelo convencional e do DSL. Até aí tudo bem. Agora, lançar games (como o recentemente anunciado Pokemon MMO) que só rodarão nesse modelo é demais pra mim. É obrigar o consumidor a comprar um console que ja tinha para aproveitar os novos games.

Esse povo faz o que quer. E eu também faço. Viva a pirataria :D

segunda-feira, 30 de março de 2009

Where the Wild Things are



Num sei se é a Wake Up do Arcade Fire ao fundo que me hipnotizou, mas fiquei muito atraído por esse trailer. Li o livro (5 minutos de leitura) e realmente, é BEM infantil. A história do livro, aliás, não contém material pra se fazer um curta direito, então imaginamos que muita coisa está sendo inventada (já deu pra ver isso). O diretor é Spike Jonze (Quero ser John Malkovich).

Num dá pra saber ainda se vai ser um bom filme, com aquela magia (infantil, na dose certa) que nos faz sentir criança de novo (que os longas da Pixar tanto possuem) ou algo doentemente infantil (os bichos pulando no final me lembraram teletubies), mas assim, é um dos filmes que venho esperando com expectativa pra esse 2009.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Esse tal de PGE...

Só posso ser louco de, após os eventos dessa semana, continuar com a idéia de estudar na Esamc. Já faz algum tempo que essa história vem dando o que falar, e devido ao meu ócio temporário, decidi participar mais ativamente do projeto, mas... oh boy... essa semana foi o climax do inferno, bem no momento que você finalmente fica cara a cara com o capeta.

Deixo aqui os horários que dormi e acordei cada dia, lembrando que, com exceção de raríssimos momentos de descanso (pra não lose our reason), foi trabalho incessante e frenético.

Segunda: dormi 4 e meia da madrugada, acordei às 10 (começo tranquilo)
Terça: Acordei às 10 e fui até 2:30 da madruga
Quarta: Acordei às 7 e fui até 7 da manhã do dia seguinte
Quinta: Acordei às 10 e fui até 18 da tarde. Missão cumprida, capotei...

Ao todo foi uma semana surreal com muito, mas muito café. Mais de 100 páginas de pge foram feitas nesses 4 dias.

PS: Mals ao povo que falou comigo e eu não respondi. Principalmente ao Pedrão, que devia contar com seus brother nesse momento que deve estar sendo tão difícil.

PS 2: É irônico como uma mina do grupo não fez absolutamente NADA para essa entrega. Provavelmente nem sabia que tinha entrega pra fazer. E não queria saber.

Agora você pergunta se bate aquela revolta.

"Nandim, bate aquela revolta?"

Uai, se eu vou virar Serial Killer? Hum, ainda num sei...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Formigas são criaturas da noite

Foi o que eu percebi neste sábado, pleno carnaval, enquanto eu vagava pela cozinha caçando-as, e após presenciar uma agonizando, desisti com o peso da culpa.

Sabe mais que eu percebi?

Eu sou um bosta!!!

Que tipo de gente passa um sábado em pleno carnaval vagando pela cozinha e incomodado com formigas? Eu devia estar pulando carnaval, acho. Me divertindo ou ao menos fingindo me divertir. Bebendo todas, gritando POEIRA aos berros (será que ainda se lembram desta?) e flertando garotas, como rapaz solteiro que sou. Mas não, estou em casa, sem absolutamente nada pra fazer, e ainda sentindo culpa por ter matado formigas.

Mas nem tudo está perdido...


PS: A Web Radio Fora do Eixo é legal. No fundo da pra sentir um pouco de movimento, e isso torna as coisas mais agradáveis. Assim, se um bêbado lá do Goma der um grito ao término de uma música vou ouvir ao vivo na minha casa. Massa demais!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

It's coming...

Não foi Metal Gear Solid 4, não foi GTA IV, nem Street Fighter IV, muito menos Kill Zone 2...

O jogo que comprei para PS3 (e gastei toda minha fortuna nisso) foi Little Big Planet =P

Mais uns 5 dias :D

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Why so serious

Durante as filmagens de Terminator: Salvation, Christian Bale se enfurece com um fulano ae por entrar na frente das câmeras.



Em 12 horas um tal de RevoLucian fez um remix.




Hahahaha..
Valeu Diegão pela notícia.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sonho non-sense

Vivo falando que quase sempre sonho doideras. Algumas realmente vale a pena contar.

Bem, tava eu no Goma, quando fui para um ambiente (não existe) vazio, e comecei a andar por lá. De repente um cara me puxa pelo braço e me leva até um segurança, que fica gritando comigo, dizendo que eu to fudido.

"Pode falar com o Victor, eu sou amigo dele". Quando chamado, Mil House virou a cara e disse: putz Nandim, num posso discutir com esse cara se não vai dar problema, e saiu deixando só eu, o segurança e a zica.

Esse cara volta (um suposto membro do coletivo) e pega a minha comanda. Entrega pra uma mocinha e fala q ela pode gastar o que quiser e eu vou ter que pagar a conta. Tentei argumentar mas ele disse que eu não tinha escolha. Fudeu, pensei.

Minha alternativa: Ligar no Procom. Infelizmente, o Procon fecha às 6 da tarde (no meu sonho pelo menos) e ja era de noite. Como minha mente dentro do sono não conseguiu encontrar uma solução para o problema, fugi.

Passado uns minutos, a policia tava me perseguindo. Eu correndo na rua, roubei um carro, e peguei uma estrada estranha. De repente, eu me atropelo.

É, eu tava no meio do mato quando passou um Nandim e eu acabei atropelando ele.

Acordei.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Maldição de ser fã...

Ta duro... saber... que existem pessoas... assistindo Lost hoje... HOJE! FUCK!

Que droga ficar esperando....

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Final Fantasy VII - Livro: o que sucedeu

Lembro que fiz uma promessa de que terminaria o projeto (a primeira parte dele na verdade) até o dia 15 (se não me engano) de dezembro de 2008 ou fecharia este blog. Todo mundo deve ter se esquecido disso, mas eu de fato quebrei a promessa. Me envolvi durante um bom tempo e ralei bastante, mas quando tinha 42 páginas escritas achei que estava na hora de receber um feedback, mostrei pra algumas pessoas. Acho que tenho que explicar aqui o que exatamente aconteceu.

Eu mesmo li o que havia escrito com olhos críticos, e não deu pra esconder que muita coisa precisava melhorar. Pra falar a verdade me senti um grande amador, ainda que admito ter escrevido algumas frases inspiradas. Com isso em mente liguei o foda-se e agi: "vou tentar divulgar o trabalho, e se der respaldo, continuo", pensei. Comecei a mostrar em várias comunidades e ninguem parecia sentir interesse em ler, e portanto desanimei um pouco. Mostrei em um grande fórum de games e nesse dia tive uma ótima resposta: recebi inúmeros elogios de gente pedindo pra eu terminar porque estava muito bom. Houve inclusive um rapaz que me disse que tinha sido o melhor livro que ele havia lido na vida e suplicou pra eu continuar a história. Claro que eu fiquei muito feliz, mesmo sabendo que se tratava de um garoto de pouca leitura, com pouca experiência pra reconhecer minhas falhas óbvias. No final, tomei uma ultima atitude: escrevi um e-mail para o site www.finalfantasy.com.br falando sobre meu projeto.

Durante um mês não obtive resposta.

Um belo dia eu abri minha caixa de e-mails e me deparei com um que me deixou agradavelmente surpreso: era do site dizendo que eles adoraram o projeto e dispobilizaram pra quem quisesse ler. Isso movimentou algumas comunidades no orkut, principalmente a "Final Fantasy VII Brasil", já que o site é muito visitado, e descobri isso recebendo alguns scraps de pessoas que acharam meu perfil. Havia gente elogiando, gente dizendo que estava bom mas com algumas falhas, assim como gente dizendo que estava muito ruim, cheio que elementos que mudavam demais a história principal.

Feliz com meus 15 minutos de fama, comecei a ler o que as pessoas diziam, e entre os comentários, havia um grupo seleto de pessoas que me atacavam com tudo, dizendo que eu havia traído a história principal, inventado coisas, etc. Por mais que eu respeitasse esse ponto de vista, fiquei contrariado já que todas as críticas eram sobre as 3 primeiras páginas (no máximo). Como alguem pode condenar um trabalho que tomou tanto esforço e tempo de alguem apenas com 2 minutos de leitura? Ainda mais pelo fato de que não eram críticas construtivas, mas feitas com o maior despeito e agressividade verbal.Procurei me defender na argumentação, dizer que aquilo era uma adaptação, que as coisas que as vezes funcionavam em um jogo não funcionariam em um livro. Falei que poderiam criticar um pouco meu modo de escrever, meu estilo, o que eu poderia melhorar, mas ninguém estava interessado nisso. Só falavam em como a história estava diferente, como nunca tal personagem faria isso, etc.

Até que, durante aquela argumentação, o tópico foi simplesmente deletado. Procurei rapidamente um chamado "Punições", que existe em quase todas as grandes comunidades, e estranhamente não havia nada lá. Ninguém explicou o porque o tópico que falava do meu projeto não havia sido apagado, então fiz um post lá perguntando o porquê, e bem, foi deletado também.

Então eu descobri.

Todo mundo que estava criticando o projeto (ou deveria dizer 90% deles) eram os próprios moderadores da comunidade. Revoltado com o fato, e com minha impotência em me defender, escrevi:

"Quanta covardia. É mais fácil apagar meu post do que responde-lo. Afinal de contas, quem manda nisso são vocês, não é?

Curiosamente toda a galera que criticou (e o fato de deletarem o tópico só mostra que perderam a razão) o tópico são moderadores da comunidade. Que coisa patética. Vocês vão ler isso e imediatamente deletar esse post. Porque é assim que os covardes agem. Tudo bem, podem fazer isso. Me banam da comunidade também, porque assim não posso falar mais nada.

Possivelmente quase ninguem vai ver isso até o momento que deletarem, então não estão correndo nenhum risco de perder reputação. Só a integridade.

Obviamente meu post foi deletado alguns minutos depois, e o rapaz que o fez se justificou, me mandando ir a merda. Disse que ninguém deletou o tópico, que provavelmente foi um bug (aham). Sem mais o que fazer, apenas li por mais alguns minutos aquela comunidade, enquanto esse mesmo moderador bania uma moça por xingar um moderador. Ele falou politicamente que não se pode xingar moderador algum, e que na verdade não era certo ninguem ofender ninguem. Então tá.

Curioso, numa tentantiva de escrever um livro que iria agradar os fãs de Final Fantasy VII, fui deletado da comunidade deles.

Fica aí meu desabafo...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Era Obama

Tem horas que eu penso que estou virando um desses ingênuos e otimistas que adoram cair numa boa publicidade, mas a cada dia que passa, venho admirando mais e mais esse caboclo. Falta ainda 8 dias pra ele assumir (e 9 pra começar a quinta temporada de lost :D ) e não dá pra saber se ele vai fazer muitas cagadas, mas em questão de postura e caráter, não tem como deixar de suspirar aliviado sabendo que o homem mais importante do mundo vai deixar de ser um safado que adora bombas, quer vingar do papai e nao sabe nem pentear o próprio cabelo (o pouco que tem) pra entrar no lugar um cara que parece ter uma educação de primeira e um coração bom.


Aparição especial de Barack Obama em uma HQ do Homem Aranha.





Conheça algumas curiosidades que só me fizeram despertar admiração pela figura:

1- Coleciona revistas "Homem-Aranha" e "Conan, O Bárbaro";

2- Era conhecido como O'Bomber na escola por seu talento para o basquete;

3- Seu nome significa "aquele que é abençoado", em línguas nativas do Quênia;

4- A refeição favorita é linguini de camarão feito por sua mulher, Michelle Obama;

5- Ganhou um Grammy em 2006 pela versão em áudio do seu livro de memórias "Sonhos do Meu Pai";

6- É canhoto --o sexto da história dos Estados Unidos pós-guerra;

7- Leu todos os livros da série "Harry Potter";

8- Tem um par de luvas de boxe vermelhas autografadas por Muhammad Ali;

9- Trabalhou em uma loja de sorvete quando era adolescente e depois disso não suporta comer esse tipo de doce;

10- Seu lanche favorito é barra de proteínas de chocolate com amendoim;

11- Comeu carne de cachorro, de cobra e grilo cozido quando morou na Indonésia;

12- Fala espanhol;

13- Durante a campanha, se recusou a assistir ao canal CNN e preferiu um de esportes;

14- Sua bebida preferida é chá gelado de amora;

15- Prometeu a Michelle Obama que iria parar de fumar antes de concorrer à Presidência (não parou);

16- Tinha um macaco de estimação chamado Tata quando morou na Indonésia;

17- Na academia, consegue levantar peso com até 90 kg;

18- Tinha o apelido de Barry antes de entrar para a universidade. Depois pediu para ser chamado pelo nome completo;

19- Seu livro favorito é "Moby Dick", de Herman Melville;

20- Foi à despedida de solteiro do noivo de sua irmã, mas foi embora quando uma mulher que faria striptease chegou;

21- A mesa usada em seu gabinete do Senado pertenceu a Robert Kennedy;

22- Ele e Michelle ganharam US$ 4,2 milhões no ano passado, principalmente com a venda de seus livros;

23- Seus filmes favoritos são "Casablanca" e o "Estranho no Ninho";

24- Para dar sorte, carrega um pequeno medalhão com a Virgem Maria e menino Jesus e uma pulseira que pertencia a um soldado do Iraque;

25- Se candidatou para fazer fotos para um calendário, quando estudava em Havard, mas foi rejeitado por um comitê feminino;

26- Entre os músicos favoritos estão Miles Davis, Bob Dylan, Bach e The Fugees;

27- Levou Michelle para assistir ao filme "Do the Right Thing" ("Faça a Coisa Certa", em tradução livre), do diretor Spike Lee;

28- Gosta de jogar pôquer e scrabble (palavras cruzadas jogadas em um tabuleiro);

29- Não toma café e raramente consome bebidas alcóolicas;

30- Se não fosse político, gostaria de ter sido arquiteto;

31- Quando adolescente, experimentou drogas como maconha e cocaína;

32- As filhas desejam estudar em Yale antes de se tornarem atriz (Malia,10) e dançarina e cantora (Sasha, 7);

33- Detesta a moda dos jovens que usam calças com cintura baixa;

34- Pagou seu empréstimo estudantil há quatro anos, somente depois de assinar com a editora que publica seus livros;

35- Sua casa em Chicago tem quatro lareiras;

36- A madrinha de Malia é a filha de Jesse Jackson, Santita;

37- A pior mania é checar a toda hora o telefone BlackBerry;

38- Usa um computador Apple Mac; (hahaha)

39- Dirige um Ford Escape Híbrido, que substituiu seu Chrysler 300;

40- Usa terno Hart Schaffner Marx que custa US$ 1.500;

41- Tem quatro pares idênticos de sapatos pretos;

42- Corta cabelo uma vez por semana em uma barbearia de Chicago, que cobra US$ 21;

43- As séries de TV favoritas são "Mash" e "The Wire";

44- Recebeu, do Serviço Secreto dos EUA, o nome secreto de Renegado;

45- Era chamado pelo apelido de Bar por sua avó;

46- Planeja construir uma quadra de basquete na Casa Branca;

47- Seu artista favorito é Pablo Picasso;

48- Chilli é sua especialidade na cozinha;

49- Disse que muitos dos seus amigos na Indonésia eram crianças de rua;

50- Tem em sua mesa uma escultura de origem africana que representa a fragilidade da vida -- uma mão de madeira segurando um ovo.


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Então, tudo bem, são curiosidades. Muitas delas talvez feitas pra enganar babacas como eu (:D). Mas acho que com uma pessoa assim tão humana comandando o mundo, dá pra ficar um pouco mais otimista.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Resident Evil: Degeneração

Minha história com Resident Evil começa com um garotinho empolgadíssimo ao ver atores reais dentro de um game, assustado com uma mansão sinistra (muito mais sinistra que as coisas que esse garotinho estava acostumado na sua faixa etária) e, com um zumbi andando lentamente em sua direção, enquanto ele, gritando, nada conseguia fazer além de ficar dando voltas em torno dele mesmo com a personagem (Jill). Com a inevitavel morte, desligou o console rapidamente quando surgiu os (sinistros) dizeres: You're Dead, e prometeu que jamais jogaria aquela porcaria, e que precisaria trocar de jogo quando tivesse oportunidade (algo que só aconteceu mesmo com Sillent Hill, alguns anos mais tarde).

Bem, brincadeiras a parte, sou fã incondicional de Resident Evil. E esse meu fanatismo começou a partir do segundo game, já que a série deixou de ser tão bizarramente sinistra (alguns podem argumentar que não era tão sinistro assim, mas aquela mansão vermelha e branca, aquela musiquinha que até hoje não saiu da minha cabeça, e aqueles gráficos horríveis são motivos o suficientes para serem considerados um terror foda), eu já era um pouco mais grandinho, e bem, o segundo foi melhor. Melhor por vários motivos, dentre eles, seus personagens: Leon e Claire.


Pois são justamente esses os protagonistas do primeiro filme em computação gráfica da série, e como fiquei amargamente decepcionado com os que passaram na tela grande, depositei ainda mais expectativas neste. E bem, é um filme muito legal. A história aqui não só é fidelíssima, como mostra o que aconteceu com alguns personagens, e até oferece um gancho para Resident Evil 5. O desenvolvimento da trama é legal, e fiquei feliz em ver aqueles personagens que tanto conhecia (principalmente Claire) vivendo uma vida comum, à luz do dia sem o menor clima de terror (opção acertada de qualquer bom filme do gênero). As cenas de ação também ficaram muito boas, e com excessao à sequencia final, que tem lá seus exageros, o ritmo das cenas é o que Resident Evil sempre precisou ser: uma galera com armas de fogo pipocando zumbis e tentando sair dali com vida. Nada de personagens sobrenaturais que descem paredes atirando, como se estivessem no universo de Devil May Cry.

A animação não é das melhores que eu já vi. Mas é preciso assistir Degeneração sem se preocupar tanto com isso. Ignorando algumas imperfeições faciais, dá pra assistir numa boa. É um filme de animação super divertido, mesmo que seja mais para fãs, que serve dá uma grande lição de como fazer filmes baseados em games. A lição é: leve o espírito da franquia intácto para a tela grande.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Príncipe de lugar nenhum

Olá queridos amigos.

Existe um fulaninho aí chamado Seth Schiesel que escreve para a New York Times. Bom, ele escreveu recentemente um artigo que me chamou muita atenção. Sabe o jogo Prince of Persia? Então, foi lançado um game da franquia para a nova geração, e ele afirma que o jogo é culturalmente irresponsável. Segue uma citação:

"O que nós somos para fazer um 'Príncipe da Pérsia' que fala e se comporta como um adolescente americano de 17 anos que só fica em shopping center? Um 'Príncipe da Pérsia' com olhos azuis, rosto anglicano e o que parece ser um bronzeado que ele pegou nas últimas férias de primavera? Justiça seja feita, o novo 'Prince of Persia' não alega nenhuma autenticidade cultural ou histórica; o jogo é ambientado em um reino mágico de fantasia e não em uma versão de um lugar real. Mas isso absolve o jogo de toda sua responsabilidade?", questiona.

"'Prince of Persia' é um grande jogo, mas simplesmente ser um videogame não é mais suficiente para se omitir do fato de que é parcialmente responsável por moldar as percepções e atitudes de seus jogadores. Não mais", conclui.

Sinceramente, acho que se o game tivesse qualquer pretensão de ser cultura (como Age of Empires teve), seria reprovável que esses elementos fossem ignorados. Mas até onde eu conheço a série (não muito pra falar a verdade), não me lembro de ter nenhuma relação com fatos históricos em sua trama. Então, porque tanto falatório?

O que vocês acham disso? Um jogo, por ser entretenimento puro já foge do compromisso de trazer bagagem cultural, ou sua responsabilidade cresce, quando olhamos em volta e vemos um mercado em ascenção, tão diferente do que foi a 20 anos atrás?


quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

É, quase não postei isso.

Grande clichezão, fazer o que. Mas a ausência de posts ultimamente me obriga a falar a todos: Feliz natal galera!

PS: Acabei de perceber que em 2007 o Blog do Nandim teve o número razoável de 68 postagens. Isso equivale a cerca de 1 post a cada 5 dias. Infelizmente, esse ano o número caiu para 40 (incluindo este). Um post a cada 9 dias. What a shame.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Para refletir...

"Anunciar, e acreditar, que Deus está morto tem as suas consequências. E é o que estamos a sofrer mais por isso. Nós não podemos suportar a totalidade do universo sobre os nossos ombros. Nós não fomos feitos para isto. Devemos deixar que Deus seja Deus. Só assim então os homens poderão ser homens. Só então poderemos encontrar o caminho possível, e as cargas não serão insuperáveis."

Ao contrário do que você possa pensar, não existe um pingo do velho e pretensioso orgulho (quando tratamos de assuntos delicados e pessoais) neste post, nem sequer uma parcialidade. Estou apenas deixando este pensamento do escritor e conferencista australiano Bill Muehlenberg, de seu ensaio "O insustentável peso do ser".

Li isso enquanto pesquisava um assunto interessante: ateus tendem a ser mais depressivos. E em países que possuem mais ateus, o nível de suicídio é consideravelmente mais alto.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Fringe


Para muitos J.J. Abrams é apenas um nerd com alguma idéias razoáveis, ainda que suas obras sejam decepcionantes. Não para mim, sou fã do cara desde o dia que descobri que era ele o responsável pela melhor série de todos os tempos (quando eu aluguei o 1° DVD de LOST, ví os 4 episódios em uma sentada, e no dia seguinte aluguei mais 2 DVDs).

Então, acho LOST uma obra-prima da televisão. Acho Cloverfield uma das experiências mais interessantes que o cinema norte-americano proporcionou nos últimos anos (e se você é daqueles que achou o filme ruim por não explicar as origens do monstro... faça algo ruim a si mesmo), e agora resolvo assistir sua mais nova série: Fringe.


Não é brilhante.

Se você espera algo que fascine da mesma forma que LOST o fez, diminua suas expectativas. Mas isso não significa (não mesmo!) que Fringe não seja uma boa série. Assisti somente o primeiro episódio, e os personagens ainda estão muito verdes, então tudo pode melhorar. Mas não senti aquele envolvimento com eles, e pra falar a verdade, só gostei de 2 (a protagonista e o seu chefe), mas como disse antes, ainda está muito cedo pra julgar. O destaque ficou mesmo nos mistérios, na capacidade desse nerd-quase-gênio de construir uma trama baseada em grandes pontos de interrogação, e nos mostrar que essas dúvidas podem mesmo ser muito mais interessantes que as próprias respostas (claro, se ele não decepcionar com aquelas resoluções idiotas como "era somente um sonho").

Com uma pegada Arquivo X (que assisti pouquíssimos episódios), a série trata sobre casos bizarros envolvendo experimentos científicos ainda mais bizarros, e claro, com aquele clima de conspiração.

Vou assistir mais porque parece já ter uns 10 episódios lançados. Só assim dá pra saber se temos realmente uma série promissora, ou apenas um piloto bem intencionado.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

The Killers - Day and Age


Ontem eu tive um bom motivo pra passar a noite em claro. Foi a expectativa de conhecer o novo trabalho de uma das melhores bandas da atualiadade, e depois de ouvir constantemente as 10 faixas inéditas, primeiro de forma analítica, depois passional, dá pra respirar tranquilo e dizer que eles fizeram o dever de casa.

Day and Age está ótimo. Tão ótimo quanto todos os albuns lançados da banda até hoje (exceto talvez Sawdust, mas esse é mais uma compilação B-Sides). Se a música Lousing Touch já demonstra claramente um estilo novo, cada vez menos parecido com Hot Fuss (que com certeza irá desagradar os fãs mais tradicionais), é difícil padronizar cada uma das mais variadas músicas deste novo album. Spaceman é o que mais se pode chegar perto de um Mr. Brightside ou When You Were Young, ainda temos um Brandon Flowers cada vez mais preocupado em manter sua voz afinada (na medida do possível) e não estravazar (até as guitarras ficaram menos "rasgadas"), e Human (primeiro single) é muito mais eletrônico do que o antes louvado pela banda Indie Rock'Roll.

Temos também algumas faixas que até lembram um pouco Sam's Town, e se as músicas deste tentavam exibir algo totalmente novo, em Day and Age dá pra sentir uma leve pegada saudosista nas melodias (das ótimas Neon Tiger e A Dustland Fairytale). Temos ainda a diferente (por não encontrar um termo melhor) Joy Ride, e até a "embrasileirada" I Can't Stay, que surpreendentemente acabei achando uma das músicas mais agradáveis do album.

No fim das contas, o que dá pra dizer é que embora houve muitas mudanças, a essência da banda não foi perdida. Temos ainda o som inconfundível do The Killers, que se mostram sempre corajosos ao arriscar em cada novo album. Evolulação é uma palavra forte para ser usada, mas Day and Age é um trabalho excepcional, e mesmo que boa parte dos fãs o condene (até eu confesso que esperava algum retorno do estilo marcante do Hot Fuss), não se pode negar uma tragetória respeitável. Tudo é diferente e ao mesmo tempo é The Killers, a banda de rock que conhecemos e adoramos. E mesmo que Brandon e cia recebam vaias durante a nova turnê, os músicos de Las Vegas têm motivos de sobra para se manterem de cabeça erguida.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Proposta 8 e o casamento gay...



Esse vídeo foi exibido esses dias, e achei comovente a forma desse homem se manifestar em relação a essa polêmica. Retirei o texto abaixo do blog Diário de Bordo, não com a intenção de copiar seu texto (deve ter dado um trabalho considerável traduzir) mas apenas para que o maior número de pessoas possível tivesse acesso a ele.

“Alguns esclarecimentos, como prefácio: não é uma questão de gritaria ou política ou mesmo sobre a Proposta 8. Eu não tenho nenhum interesse pessoal envolvido, não sou gay e tive que me esforçar para me lembrar de um membro de minha imensa família que é homossexual. (...) E, apesar disso, essa votação para mim é horrível. Horrível. (…) Porque esta é uma questão que gira em torno do coração humano – e se isto soa cafona, que seja.

Se você votou a favor da Proposta 8 ou apóia aqueles que votaram ou o sentimento que eles expressaram, tenho algumas perguntas a fazer, porque, honestamente, não entendo. Por que isso importa para você? O que tem a ver com você? Numa época de volubilidade e de relações que duram apenas uma noite, estas pessoas queriam a mesma oportunidade de estabilidade e felicidade que é uma opção sua. Elas não querem tirar a sua oportunidade. Não querem tirar nada de você. Elas querem o que você quer: uma chance de serem um pouco menos sozinhas neste mundo.

Só que agora você está dizendo para elas: “Não!”. “Vocês não podem viver isto desta forma. Talvez possam ter algo similar – se se comportarem. Se não causarem muitos problemas.” Você se dispõe até mesmo a dar a elas os mesmos direitos legais – mesmo que, ao mesmo tempo, esteja tirando delas o direito legal que tinham (o do casamento civil). Um mundo em volta deste conceito, ainda ancorado no amor e no matrimônio, e você está dizendo para elas: “Não, vocês não podem se casar!”. E se alguém aprovasse uma Lei dizendo que você não pode se casar?

Eu continuo a ouvir a expressão “redefinindo o casamento”. Se este país não tivesse redefinido o casamento, negros não poderiam se casar com brancos. Dezesseis Estados tinham leis que proibiam o casamento inter-racial em 1967. 1967! Os pais do novo Presidente dos Estados Unidos não poderiam ter se casado em quase um terço dos Estados do país que seu filho viria a governar. Ainda pior: se este país não houvesse “redefinido” o casamento, alguns negros não poderiam ter se casado com outros negros. (...) Casamentos não eram legalmente reconhecidos se os noivos fossem escravos. Como escravos eram uma propriedade, não podiam ser marido e mulher ou mãe e filho. Seus votos matrimoniais eram diferenciados: nada de “Até que a morte os separe”, mas sim “Até que a morte ou a distância os separe”.

O casamento entre negros não era legalmente reconhecido assim como os casamentos entre gays (...) hoje não são legalmente reconhecidos.

E incontáveis são, em nossa História, os homens e mulheres forçados pela sociedade a se casarem com alguém do sexo oposto em matrimônios armados ou de conveniência ou de puro desconhecimento; séculos de homens e mulheres que viveram suas vidas envergonhados e infelizes e que, através da mentira para os outros ou para si mesmos, arruinaram inúmeras outras vidas de esposas, maridos e filhos – apenas porque nós dissemos que um homem não pode se casar com outro homem ou que uma mulher não pode se casar com outra mulher. A santidade do matrimônio.

Quantos casamentos como estes aconteceram e como eles podem aumentar a “santidade” do matrimônio em vez de torná-lo insignificante?

E em que isso interessa a você? Ninguém está te pedindo para abraçar a expressão de amor destas pessoas. Mas será que você, como ser humano, não teria que abraçar aquele amor? O mundo já é hostil demais. Ele se coloca contra o amor, contra a esperança e contra aquelas poucas e preciosas emoções que nos fazem seguir adiante. Seu casamento só tem 50% de chance de durar, não importando como você se sente ou o tanto que você batalhará por ele. E, ainda assim, aqui estão estas pessoas tomadas pela alegria diante da possibilidade destes 50%. (...) Com tanto ódio no mundo, com tantas disputas sem sentido e pessoas atiradas umas contra as outras por motivos banais, isto é o que sua religião te manda fazer? Com sua experiência de vida neste mundo cheio de tristeza, isto é o que sua consciência te manda fazer? Com seu conhecimento de que a vida, com vigor interminável, parece desequilibrar o campo de batalha em que todos vivemos em prol da infelicidade e do ódio... é isto que seu coração te manda fazer?

Você quer santificar o casamento? Quer honrar seu Deus e o Amor universal que você acredita que Ele representa? Então dissemine a felicidade – este minúsculo e simbólico grão de felicidade. Divida-o com todos que o buscam. Cite qualquer frase dita por seu líder religioso ou por seu evangelho de escolha que te comande a ficar contra isso. E então me diga como você pode aceitar esta frase e também outra que diz apenas: “Trate os outros como gostaria de ser tratado”.

O seu país – e talvez seu Criador – pede que você assuma uma posição neste momento. Um pedido para que se posicione não numa questão política, religiosa ou mesmo de hetero ou homossexualidade, mas sim numa questão de Amor. (...) Você não tem que ajudar ou aplaudir ou lutar por ela. Apenas não a destrua. Não a apague. Porque mesmo que, num primeiro momento, isto pareça interessar apenas a duas pessoas que você não conhece, não entende e talvez não queira nem conhecer, é, na realidade, uma demonstração de seu amor por seus semelhantes. Porque este é o único mundo que temos. E as demais pessoas também contam."

domingo, 16 de novembro de 2008

O verdadeiro significado da arte

Lembro-me quando estava na faculdade de Jornalismo, estudamos em uma matéria (que nem me recordo o nome) durante mais de três meses sobre o que significa arte. Foram inúmeras discussões, pesquisas, trabalhos, e no fim das contas, estávamos tão sobrecarregados de informação que já era impossível discernir, em meio à todas as divergências dos teóricos que estudamos, uma resposta definitiva para essa pergunta. O assunto se tornou fatídico, até que pouco a pouco ninguém aguentava falar sobre aquilo, e como a grande parte das discussões mais polêmicas, não houve uma conclusão decisiva.

Isso é só uma prova, do quão incrível é a arte. É algo, que no fundo todos sabemos seu significado, mas é impossível de colocar em palavras. Porque a arte é um sentimento que não deve ser discutido como teoria por centenas de metidos a intelectuais. A arte, não a arte dos livros, mas a arte sentida, nos toca com tanta força, que temos a convicção de que existe algo além de átomos e matérias nesse enorme universo. E se não, talvez mais belo ainda, porque nada pode ser tão rasgante quanto a beleza e a tragicidade do que é ao mesmo tempo tão glorioso e tão sem sentido.

Se podemos criá-la, então dessa forma, talvez, possamos ensiná-la.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Como pode começar tão bom e ficar tão chato?

Se você não se tocou do que to falando...

Heroes!

Pronto.

Cara, eu lembro da primeira temporada, e aquilo era série. Pessoas normais com poderes dá uma boa história, mas tem que saber aproveitar os personagens. Lembrando o pq a primeira temporada era foda!

- O fim do primeiro episódio foi épico.
- O desenvolvimento da relação Petrelli, principalmente a conversa do Peter com o Nathan no terraço do prédio (que é revelado os poderes do Peter)
-A história da Claire era massa, ela não era uma emo. Destaque pro episódio que ela senta o carro no muro com o carinha lá.
-O Hiro sempre foi engraçado, mas na primeira temporada havia um roteiro que fazia jus ao personagem.
- Final do quarto episódio. Aparição do Hiro pro Peter no trem... FODA!!! nem parece a mesma série que essa terceira temporada.
-Syler! Havia um desenvolvimento interessante desse em particular, e não aquela palhaçada da nova temporada. A conversa com a mãe dele foi muito boa.


Então, é isso.
Sexta a noite... que tédio.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A eficiência do medo

Para que um filme de terror seja bem sucedido, cheguei à conclusão de que são necessários 3 elementos indispensáveis:

1- Uma história que não se concentre apenas no terror. Isso escapa a superficialidade. Vide Sexto Sentido e O Orfanato, dois dos melhores filmes do gênero da atualidade, investem muito no drama.

2- Personagens cativantes, para que o expectador realmente se preocupe com suas vidas. Carisma do elenco não é essencial, mas ajuda bastante. O mais adequado é que haja um desenvolvimento psicólogico do(s) protagonista(s).

3- Um enredo que deixe a história o mais verossímil possível. Pode parecer bizarro aos mais céticos, mas não é realmente difícil criar uma história que use o sobrenatural de modo que muitas pessoas acreditam que "pode ser assim". O importante aqui é não fazer exageros e criar uma explicação mística que convença.

Ou seja: são pouquíssimos filmes de terror que conseguem ser bem sucedidos, infelizmente.