Curso de Jornalismo.
Se não fosse por meus grandes amigos e o apoio familiar (ou ao menos parte dele, já que o outro eu desprezo) eu possivelmente não teria tido a coragem de abandonar o curso no meio do caminho. Só quem passou por isso sabe como extressa, porque temos que aguentar vozes vindo de todos os lados (incluindo das nossas próprias cabeças) nos julgando, taxando de indeterminado ou até coisa pior.
É difícil saber exatamente o que vem agora. E mesmo que eu ainda não tenha encontrado as respostas que tanto procuro, uma única eu encontrei: meu futuro não é ser jornalista. Não é algo relacionado ao fato de ser capacitado para exercer a profissão, mas sim por puro prazer. Algumas pessoas podem não concordar comigo, mas sou exigente nesse ponto:
Meu futuro profissional precisa ser algo que eu goste de fazer. E meus sonhos precisam ser perseguidos.
E tenho muitos deles.
Depois de assistir aos 97 minutos de projeção, não consegui deixar de me perguntar se estava diante de um clássico cinematográfico ou apenas um filme razoavelmente bom. E a razão disso é: The Air I Breathe (ainda sem título em português) emociona com situações marcantes e diálogos inteligentes, entretanto não consegue escapar de inúmero clichês do gênero, abandonando totalmente a sutileza geralmente encontrada em obras independentes. O resultado é uma salada de frutas entre grandes momentos e alguns deslizes infelizes, mas com um saldo felizmente positivo. 
